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Cansadx das Atualizações Repentinas do Instagram? Aprenda Como Se Preparar

Cansadx das Atualizações Repentinas do Instagram? Aprenda Como Se Preparar

 

Em julho de 2021, O Instagram anunciou que não seria mais uma plataforma com foco em fotos. O fotógrafo Sam Binding resolveu fazer um teste. Ele tirou uma série de fotos (belíssimas) de um pôr-do-sol e as postou, simultaneamente, no Twitter e no Instagram.  

No Instagram, onde Binding tem 11 mil seguidores, a foto teve 5595 visualizações. No Twitter, Binding tem 300 seguidores. A foto teve 5611 visualizações.  

O experimento de Binding evidenciou várias coisas que podem parecer novidade, mas, se formos olhar para a situação com racionalidade: não são. E, mais importante, esse teste demonstrou claramente o porquê todo mundo está de saco cheio do Instagram. 

 

Tik Tok Mason GIF by Comments By Celebs 

Uma resposta ao Tik Tok 

Mas, vamos por partes, queremos ser justos: Criadores, criadores, negócios à parte.  

O Tik Tok explodiu durante a pandemia, com a sua timeline única e só de vídeos curtos. Sabemos que, na história das redes sociais, um padrão que se repete é redes novas “engolirem” as mais antigas. Foi o caso do My Space, do Orkut, e até do Facebook. O Instagram, que pertence ao Facebook (ou Meta, como preferir), foi justamente quem engoliu o Facebook como rede social. Não é uma grande surpresa que, ao ver o sucesso estrondoso do Tik Tok, o pessoal do Instagram entrou em pânico, não é?  

Pois bem, o Instagram reagiu a esse “pânico”, buscando soluções. A principal delas? Focar em vídeos, especialmente os curtos. Criaram o Reels. Impulsionaram e estimularam o uso deles. Foi um sucesso. Para você ter uma noção, no mês que o Reels foi lançado na Índia, os downloads do Instagram naquele país subiram 11%. Em um país com mais de 1 bilhão de pessoas. O sucesso do Reels mostrou para o Instagram que era um caminho sem volta – os vídeos estavam dominando o mundo. Compreensível, né? 

instagram explore GIF by Mashable

Uma desfeita com seus usuários clássicos/”raiz” 

MAS, não para todos. Porque grande parte das contas mais bem-sucedidas do Instagram era de pessoas, marcas ou artistas que utilizam as imagens estáticas de forma extremamente complexa, artística e conceitual.  

Sara Tusker, consultora criativa para negócios online e autora de livros sobre as redes sociais, notou um pânico imediato de muitos criadores que acharam que sua maior fonte de renda estava sob ameaça: 

“A impressão de que agora eles teriam que dançar para a sua audiência – literalmente – só para conseguir vendas ou para ter suas artes vistas foi um chute na cara daqueles que haviam criado e compartilhado seu trabalhado na plataforma há anos”. 

E essa percepção não está errada. O algoritmo rapidamente se adaptou à nova filosofia do Instagram. Posts com fotos agora atingem em média de 30-50% menos de pessoas. Para aqueles que dependem desses posts para vender ou exibir seus produtos, isso é mais que um chute na cara. É rasgar a sua carteira no meio. Com 50% menos exibição, a tendência é que você venda 50% a menos. Imagina ver seu rendimento cair 50%, não da noite pro dia, mas de 1 segundo para o outro, no instante em que o app atualiza.  

 

ad GIF by Stoneham Press

 

Desculpa, mas fica pior 

Alguns estudos, como o da ONG Algorithm Watch, mostraram que não só as imagens perderam força, como o algoritmo ainda está beneficiando aquelas imagens que possuem um conteúdo menos complexo e mais apelativo. Sem nenhum indício de que o algoritmo proteja menores de idade, temos conteúdos de ódio, de preconceito, de objetificação e sexualização de corpos femininos sendo impulsionados pela plataforma. Tudo, pois, este tipo de conteúdo, além de estimular polarização, traz mais lucro. 
 
Outro foco do algoritmo, é aumentar o rendimento em gastos dentro do Instagram, como anúncios pagos e compras. O Instagram percebeu que sua maior fonte de renda são “criadores querendo crescer”. Porque os dados mostram que, tipicamente, quando um criador atinge um certo nível de crescimento, ele reduz o seu foco em crescer e investe seu tempo e dinheiro em como monetizar mais, com a audiência que ele já tem – geralmente por publi, ou levando o usuário para outra plataforma. O Instagram não gosta disso. Uma das grandes qualidades do Tik Tok é a facilidade com a qual um simples vídeo de poucos segundos, feito sem nenhum profissionalismo ou exigência estética, pode viralizar facilmente e atingir milhões de pessoas. E o Tik Tok, diferente do Instagram, torna fácil o link do seu perfil no Instagram, por exemplo, enquanto o mesmo bane e diminui engajamento quando se recicla um conteúdo do Tik Tok. 

A rápida ascensão é interessante para pessoas que estão começando. A possibilidade de viralizar rápido é sempre um atalho atrativo. Muito mais fácil e confortável do que passar anos construindo uma identidade, preparando posts cuidadosos e estabelecendo uma relação com um público de forma mais demorada, mas mais sólida. Essa é uma das razões pela qual o Tik Tok cresceu tanto. E aí, claro, o Instagram entrou na onda. Reels atingem muito mais visibilidade. E para muitos criadores, ter que se adaptar à uma nova forma de se fazer conteúdo, não é um processo rápido, nem fácil.  

 

App Fail GIF by BettorEdge

 

Como se preparar para os updates repentinos que podem mudar sua vida? 

A verdade é que esses updates que mudam a regra do jogo quase que em 180 graus, do nada, não são novidade. Desde as redes sociais citadas no início (Orkut, Facebook, etc), esses updates polêmicos já faziam parte de nossas vidas.  

O problema fica claro quando percebemos que isso fortalece um monopólio de poucas empresas, dezenas de redes sociais, que ditam como será o jogo, nos fazendo refém de novas regras repentinas.  

O Instagram se dá ao luxo de mudar drasticamente, sem consultar seus clientes, porque sabe que pode. Poucas pessoas vão de fato abrir mão do Instagram. Milhares de criadores de conteúdo, de negócios, tem sua base integral de clientes lá. Por isso, a melhor maneira de nos prepararmos para fazer voz contra essas posições polêmicas das grandes plataformas, é criando potenciais concorrentes. 

Usar plataformas alternativas, convertendo seus seguidores das redes sociais para outros meios de comunicação ou grupos de chat como um “back up” caso as coisas mudem e você não perca os contatos, pode ser uma solução e prática inteligente. Para os usuários, precisamos também fazer um uso mais moderado e consciente das redes, selecionando quem nos influencia, alimentando nossos feeds com contas saudáveis. 

A nossa plataforma, o so.fa.dog, foca na relação 1×1, ou seja, na relação direta entre usuário e criador. Esse é o relacionamento que importa, desde o princípio da criação de conteúdo, com Youtubers em seus quartos, compartilhando suas paixões. Os criadores tem de recuperar o poder dessa narrativa, são eles quem criam o jogo, e não as plataformas, como o contrário. Nós buscamos não intervir nessa relação. Os seus usuários fazem assinaturas mensais e assim cabe inteiramente à você manter a relação com eles, mês após mês. Pois quem sabe fazer isso, desde sempre, é você, criador de conteúdo que criou uma comunidade. 

As redes sociais nos presentearam com algo que seremos eternamente gratos: a economia da paixão. Viver de criar conteúdo, compartilhando sobre algo que você ama é um privilégio maravilhoso. Mas, cabe a nós fazer o melhor possível com esse presente: mantendo um ambiente saudável para que isso sempre seja possível. Para nós, não há futuro de conteúdo sem saúde mental em dia, sem liberdade para criar o conteúdo que você e sua comunidade amam criar, sem honestidade sobre a comunidade que você construiu, sem leis que assegurem e protejam você e o que você cria. Dessa forma, o conteúdo continua transformando vidas e todos crescem juntos.  

Comigo Saude Mental GIF by YouTube